O inconsciente influencia suas decisões mais do que você imagina

Você já se pegou dizendo:
“Não sei por que escolhi isso de novo.”
“Achei que dessa vez seria diferente.”

Acontece mais do que imaginamos. Muitas decisões que parecem conscientes, racionais, calculadas, nascem, na verdade, de lugares que não acessamos com tanta clareza.

É o nosso inconsciente operando.
E quando ele está no comando sem que a gente perceba, acabamos presos em padrões que se repetem, mesmo quando queremos mudar.

Neste artigo, quero te convidar a olhar com mais cuidado para esse território invisível que habita todos nós.
E entender por que o inconsciente influencia suas decisões mais do que você imagina.

O que é o inconsciente?

Antes de entender como ele age, é preciso saber do que estamos falando.

O inconsciente é uma parte da mente que guarda tudo aquilo que você viveu, sentiu e não pôde elaborar por completo.
Memórias, traumas, desejos, medos. Tudo o que foi recalcado, esquecido ou silenciado, mas que de forma inconsciente continua ativo.

Diferente do que muita gente pensa, ele não é “o lado sombrio” da mente.
O inconsciente pode ser muito criativo, afetivo, cheio de nuances.
Mas também pode ser muito insistente, que quando não escutado fica se repetindo.

Como o inconsciente influencia suas decisões

Você pode achar que está escolhendo com consciência.
Mas, muitas vezes, está só repetindo o que aprendeu, sem perceber.

O inconsciente influencia nossas decisões por trás de gestos automáticos, preferências, fugas e aproximações. E ele pode se manifestar assim:

  • Atração por pessoas que remetem a vínculos antigos.
  • Medo de se expor, mesmo quando você deseja ser visto.
  • Tendência a se sabotar quando está prestes a conquistar algo importante para a sua vida.
  • Reações desproporcionais que parecem vir “do nada”.
  • Repetição de situações que você já disse que não queria mais viver.

Não é algo racional. Não é falta de força de vontade.
É o inconsciente pedindo espaço para ser escutado, do jeito que pode.

Por que isso acontece?

Repetir é, muitas vezes, uma tentativa de reparar.

Nosso inconsciente tenta recriar situações para, quem sabe, resolver o que ficou mal resolvido.
Mas, sem consciência, o que era chance de elaboração vira só repetição.

Além disso, há uma tendência humana de buscar o conhecido.
Mesmo que o conhecido doa, não seja algo bom para a sua vida.

A segurança emocional, ainda que de uma forma disfuncional, pode parecer mais confortável do que o novo, que assusta, expõe, exige.

É por isso que mudar envolve mais do que querer: envolve olhar para dentro.

O que a psicanálise faz com tudo isso?

A psicanálise não tenta calar o inconsciente. Ela convida você a escutá-lo.
Com tempo, com presença e com palavras.

Na análise, não há certo ou errado.
Você fala o que vier. Mesmo que não entenda. Mesmo que pareça algo “aparentemente bobo”.
Tudo o que surge na sessão tem sentido. E pode ser o começo de uma nova consciência.

O que parecia repetição sem fim, pode começar a ganhar um contorno.
E aí, sim, suas decisões passam a ter mais liberdade, se tornando mais responsáveis e conscientes.

Conclusão: nem tudo que é seu foi escolhido por você

Muitas das suas decisões não são suas no sentido mais consciente.
São escolhas podem ter sido moldadas por histórias antigas, por afetos que deixaram marcas, por medos que ainda não foram nomeados.

Mas isso não precisa ser um destino.

O inconsciente influencia, sim. Mas, quando escutado, pode deixar de dominar.
E você pode escolher com mais verdade, mais presença, mais você.

Se quiser começar essa escuta, estarei por aqui.

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